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DICAS & CURIOSIDADES

Tratamentos Veterinários em Santos 2019-10-08T15:30:08+00:00

Com a chegada do verão, onde a temperatura e umidade do ar estão mais altas, devemos redobrar nossa atenção com a saúde dos cães e gatos.

Entre os principais problemas desta estação temos: hipertermia, desidratação, infestação de ectoparasitas (pulgas e carrapatos), picadas de mosquitos e doenças de pele.

Os cães e gatos não transpiram pela pele como nós, sendo assim, a respiração é a principal forma de controlar o processo de manutenção da temperatura corporal ideal. É por isso que quando são submetidos a situações de stress ou calor intenso, os cães podem não ter condições de perder calor de forma satisfatória e entram em um processo conhecido como hipertermia, no qual, a temperatura corporal pode atingir até 42°C e provocar vômito, letargia, parada cardíaca, convulsão, edema pulmonar e até mesmo o estado de coma e morte. As raças braquiocefálicas (que tem o focinho achatado, como: Pug, Bulldog, Lhasa Apso, Boxer, etc) são as que mais sofrem com as altas temperaturas devido à sua dificuldade de respirar e perder calor. Para evitar a hipertermia, devemos fugir de passeios e banho e tosa em dias e horários muito quentes, nunca deixar os animais dentro de carros parados ou viagens longas e sempre oferecer sombra e água fresca.

Durante o verão também é mais comum infestações por pulgas e carrapatos, sendo necessário um cuidado maior. Deve-se utilizar produtos para evitar ectoparasitas mensalmente. Existem produtos em forma de shampoos, sprays, coleiras e pipetas, converse com seu veterinário e veja qual é o mais indicado para o seu animal. E em casos de infestação, principalmente de carrapatos, leve seu amigão para uma consulta, pois além do incomodo da coceira, este parasita pode transmitir doenças, muitas vezes fatais. As pulgas também são transmissoras de vermes intestinais e podem desencadear doenças alérgicas.

Os mosquitos e pernilongos são outra preocupação para os nossos pets. As picadas geralmente ocorrem em regiões sem pêlos, como ponta de orelha, focinho, ao redor dos olhos e abdômen.

Outro cuidado para o verão é nunca deixar ferimentos expostos, pois podem atrair moscas que depositam suas larvas, gerando miíases ou “bicheiras” como são popularmente conhecidas.

Também devemos dar uma atenção especial aos cães e gatos com focinho e ponta de orelhas brancas, rosadas ou sem pigmentação. Isto porque a exposição prolongada ao sol pode desencadear câncer de pele. Estes animais devem ficar protegidos do sol ou fazer uso de bloqueador solar ( no mínimo fator 30 FPS), e ao menor sinal de ferimento nas áreas citadas, devem visitar um médico veterinário para uma avaliação.

Por Juliana Guazzelli Ferrari

Se o seu cachorro está com agitação na área da cabeça, coceira, vermelhidão, secreção nos ouvidos e dor ao ser tocado nas orelhas, saiba que ele pode estar com otite- também conhecida como dor de ouvido – uma inflamação do canal auditivo canino. Essa doença pode ser provocada por fungos, bactérias, parasitas, corpos estranhos, excesso na produção de cerúmen (secreção de cera), alergias e, até mesmo, doenças auto-imunes.

Além das causas primárias, há alguns fatores que favorecem o aparecimento da otite e, que também podem dificultar o tratamento e a cura. Entre eles, temos a umidade, o excesso de pêlos dentro do conduto auditivo, o formato das orelhas, traumas por cotonetes e produtos que irritam o ouvido do cão.

O tratamento, na maioria dos casos, é feito de maneira tópica (com pomada, gel ou loção), porém é de extrema importância que a causa seja identificada com uma consulta feita por um médico veterinário que, se necessário, irá realizar exames complementares, como por exemplo, a citologia ou cultura de microorganismos. Esses exames são fundamentais para que seja indicado um medicamento adequado.

Em casos graves ou crônicos de otite, o profissional irá receitar medicamentos por via oral e procedimentos considerados mais invasivos, como uma limpeza e lavagem dos condutos auditivos.

Vale ressaltar que se a doença não for tratada corretamente o quatro pode evoluir e causar alterações severas, entre elas a perfuração do tímpano, perda de audição e até convulsões.

Como evitar uma otite:

 

  • Cuide da limpeza dos ouvidos do seu cachorro semanalmente utilizando sempre produtos adequados para animais;
  • Durante o banho, tenha cuidado, evite a entrada de água nos ouvidos (pode ser feito um tampão com algodões);
  • Não é recomendável arrancar os pelos de dentro dos ouvidos saudáveis, pois a irritação que esse procedimento causa pode predispor a instalação de uma otite;
  • Animais que praticam natação devem ter as orelhas bem limpas e secas após a prática;
  • Procure um médico veterinário assim que aparecer qualquer um dos sintomas descritos acima.

Juliana Guazzeli Ferrari

Médica Veterinária

CRMV SP 14132

O cálculo dentário ou tártaro (como é popularmente conhecido) é o problema bucal mais frequente nos cães e gatos. Tem sua origem a partir de bactérias, que estão presentes na boca de todo animal, e que vão se aderindo aos dentes, formando, então, a placa bacteriana. Esta placa bacteriana aos poucos vai se mineralizando, surgindo assim, o que chamamos de tártaro.
A quantidade do tártaro formado dependede vários fatores como: idade, tipo de alimentação, raça, predisposição genética e higienização da boca. Quando sua presença for muito grande, poderá surgir o aparecimento de doenças como a gengivite e a periodontite.

Na gengivite ocorre o comprometimento apenas das gengivas, que ficam inchadas, avermelhadas e podem sangrar com facilidade. Após este estágio, temos o que chamamos de periodontite ou doença periodontal, onde já existe degeneração do osso alveolar e destruição do ligamento periodontal, gerando dor, exposição da raiz, mobilidade e até a perda dos dentes.O sinal mais comum da periodontite é o mau hálito.
O que poucas pessoas sabem, é que o maior perigo dessa doença não é apenas a perda dos dentes e sim a possibilidade dessas bactérias afetarem outros órgãos através da migração pela corrente sanguínea. Os órgãos mais comumente afetados são: rins, coração e fígado. Já existem estudos que apontam as bactérias do tártaro como as principais desencadeadoras da insuficiência renal e cardíaca em cão e gatos.
O tratamento da doença periodontal consiste na limpeza do tártaro. Este procedimento deve ser realizado por um veterinário capacitado e que possua todo material odontológico necessário; isto porque, se essa limpeza não for bem feita, pouco benefício terá para o animal, apesar da melhora aparentemente observada pelos proprietários. Este tratamento requer anestesia inalatória para a devida contenção e segurança do animal.
Após a limpeza do tártaro é extremamente necessário que se inicie um trabalho de profilaxia pelo dono do animal, que deverá escovar os dentes do seu amiguinho pelo menos três vezes por semana. Além disso, existem produtos no mercado que auxiliam esta manutenção como, por exemplo, tiras enzimáticas, soluções, ossos, sprays, etc.

Porém, vale ressaltar, que nada é mais eficiente que uma boa escovação feita com um creme dental apropriado. Nunca utiliza pasta de dente humana, pois elas contêm sabões que fazem espumas e flúor, ambos nocivos ao estômago dos cães e gatos.

Então, fique bem atento quando surgir algum sintoma como dor, mau hálito, sangramaneto ou situações em que o animal evite brincadeiras de morder brinquedos ou ossos e procure seu veterinário para uma avaliação anual. E não se esqueça de acostumar seu animal a escovar os dentes desde pequeno, assim, você estará evitando doenças sérias para o seu companheiro.

A dirofilariose é a doença causada por um verme que se aloja no coração e artérias pulmonares dos cães, chamado Dirofilaria immitis. É um problema comum em muitas áreas do mundo, particularmente nas regiões subtropicais e tropicais, como o Brasil.
Os gatos são relativamente resistentes a essa doença, mas podem ser afetados, especialmente em regiões altamente endêmicas. Os cachorros são infectados através da picada do mosquito que esteja contaminado pelo verme. Após a infecção, as dirofilárias invadem a corrente sanguínea e migram até o coração e artérias pulmonares, lá vão desenvolver-se e podem atingir até 35cm de comprimento, o resultado são lesões progressivas e até fatais.
Os primeiros sintomas aparecem apenas cerca de seis meses após a infecção. São eles: cansaço, perda de peso, tosse, dificuldade respiratória e perda de ânimo. A dirofilariose possui tratamento, mas o ideal é que a doença seja diagnosticada antes que os sintomas apareçam, e para isso existem exames específicos, que detectam as larvas jovens (microfilárias) na corrente sanguínea. Quanto antes for feito o diagnóstico e tratamento, melhor qualidade de vida terá o animal, pois apesar de eliminar os vermes, os danos causados por eles serão irreversíveis.
A melhor maneira de combater a doença é a prevenção. Ela é feita mensalmente, através de comprimidos ou aplicações tópicas de produtos específicos para este fim; ou com injeções anuais realizadas pelo veterinário. Vale ressaltar a necessidade do uso contínuo dessas substâncias para que a prevenção seja efetiva. Outro fator importante e que poucas pessoas sabem, é que o verme do coração também pode ser transmitido para os seres humanos, o que reforça ainda mais a relevância da prevenção e controle da doença.

O Brasil é um país tropical e com alta população de mosquitos potencialmente transmissores, o que torna potencialmente transmissores, entre eles o Aedes aegypti, o que torna necessária a prevenção em qualquer localidade. Com medidas simples você pode deixar seu cão livre desse problema. Converse com um veterinário!

 

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